Thursday, August 12, 2004

Caso Tunguska - O acontecimento de 30 de junho de 1908

Na manhã do dia 30 de junho de 1908, exatamente às 7.17 horas e 11 segundos (Tempo local, correspondente a 0.17 horas UTC), várias enormes explosões sacudiram o silêncio das infinitas extensões das terras montanhosas da Sibéria Média. Minutos antes mais de 900 testemunhas oculares registradas visualizaram estranhas aparições no céu da região. De importância central foi um objeto cilíndrico luminoso como o sol que passou trovejando de sudeste a noroeste sobre a bacia do rio "Tunguska pedregosa". Com isto estremeceram as casas do posto comercial Vanavaara e em muitos locais as xícaras nas prateleiras tremeram. Os rios Angara e outros ficaram com altas ondas. O objeto mudou sua direção de vôo várias vezes durante o vôo. Testemunhas confirmam uma mudança de direção destas sobre Keschma em direção leste. Sobre Preobrashenska houve outra mudança de direção destas. A última visualização do objeto foi 60 km ao norte de Vanavaara.
Pouco depois do desaparecimento do objeto do campo de visão das testemunhas "o céu se abriu no horizonte e surgiu uma gigantesca nuvem de fumaça". Imediatamente depois iniciou uma série de detonações que liberou uma quantitade de energia correspondente a 2000 bombas de Hiroshima. A terra tremeu ainda a 1000 km de distância e um maquinista do Ferrovia Transsiberiana acionou o freio de emergência porque acreditava que a caldeira da sua locomotiva tivesse explodido.
Toda a população da região entrou em pânico. Muitas hipóteses giraram sobre um recomeço da guerra russa-nipônica sobre a Mandschuria e que os japoneses atacaram a região de Angara. Os habitantes originais da região, os Ewencos, acreditaram tratar-se de um castigo de seu deus Ogdi, que daria início ao fim do mundo.
Numa aldeia dos Ewencos a apenas 20 km do local das principais explosões as pessoas, o gado e as tendas deste povo nômade foram atirados pelo ar. A onda da explosão destruiu 2150 km2 de áreas de floresta. 200 km2 destes foram incendiados e destruídos pelos raios [1] que acompanharam a explosão. No inferno que se seguiu manadas inteiras de renas foram queimadas.
A explosão ocorreu com uma intensidade de uma bomba de 15 MT [2] e originou uma onda de explosão que deslocou-se por todo o planeta, tendo sido identificada nitidamente por observatórios de toda a terra. Os recém-inventados sismógrafos de diversas estações de registro der terremotos, incluindos os de Berlim, Irkutsk, Taschkent e Tiflis, registraram o acontecimento. Aproximadamente 5 minutos depois do registro do sismógrafo o observatório de Irkutsk, a 1000 km de distância, registrou uma anomalia magnética com 5 horas de duração que se assemelhou a uma tempestade do campo magnético terrestre [3] como as que seguem a explosões atômicas. As agulhas das bússulas giravam como loucas e indicavam as direções mais diversas possíveis.
As noites que se seguiram ao acontecimento não escureceram mais em grandes regiões da Asia e da Europa. Já a partir de 23 de junho até o início de agosto foram observadas luzes polares incomuns [4] . O acontecimento se deu numa das regiões mais inacessíveis e menos povoadas da terra e não foi inicialmente considerado pela opinião pública mundial. Isso apesar dos jornais das metrópoles estarem cheias de notícias sobre aparições luminosas estranhas, noites brancas e luzes polares, tudo sendo interpretado como reflexões de poeiras estratosféricas relacionadas a uma erupção na ilha Iwan Bogoslof, nas Aleutas. O jornal "Morgenpost" de Berlin, de 3 de julho de 1908, suspeitava inicialmente de anomalias magnéticas relacionadas a uma mancha solar especialmente ativa naqueles dias.

1 Comments:

Blogger tradutor de inglês técnico said...

Me interesso muito por este assunto, mas foi comprovado mais tarde que se tratava de um meteoro de pequenas proporções que havia caido no local e provocando toda esta destruiçõa em Tunguska.

June 17, 2010 at 11:47 AM  

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