BAPHOMET
BA (LÁ) – Som que serve para harmonizar o meio ambiente.
PHO (FÁ sustenido) – A manifestação da luz divina por acção do Verbo.
PH – Som que representa o poder Divino de manifestação através do Verbo.
O – A luz invisível ao olho físico. A Luz Divina.
MET (RÉ) – Som que faz recair sobre nós próprios o efeito dos restantes sons vocálicos.
ME – Som que faz recair o efeito em nós.
Ê ou ET – Força e protecção.
Baphomet:
Figura panteísta e mágica do Absoluto.
Simbologia:
O Archote, colocado entre os chifres, representa a inteligência equilibrante do ternário.
A cabeça do bode, é uma cabeça sintetizada que reúne algumas das características do cão, do burro e do touro e que representa a responsabilidade, exclusiva, da matéria e a expiação, nos corpos, dos erros corporais.
As mãos são humanas, para mostrar a santidade do trabalho, e fazem o sinal simbólico que representa a frase, igualmente simbólica, “O que está em cima é como o que está em baixo”, recomendando, este mistério, aos iniciados.
Dois crescentes lunares, um branco, que está em cima, e um negro, que está em baixo, demonstrando, assim, a relação entre o bem e o mal, a misericórdia e a justiça humana.
A parte inferior do corpo está coberta por um panejamento representando, deste modo, os mistérios da geração universal, expressa, ainda, pela presença do caduceu.
O ventre é escamado e verde.
Possui duas asas abertas.
Semicírculo azul sobre o ventre.
As penas, que sobem até aos seios de mulher, são de diversas cores.
Tem seios de mulher para, assim, trazer, da humanidade, os sinais de maternidade e do trabalho, isto é, os sinais redentores.
Na fronte, por baixo do archote, podemos ver o pentagrama, símbolo, por excelência, dos Templários, com a ponta para cima, símbolo, entre outras coisas, da inteligência humana que, colocada sob o archote faz da chama deste uma imagem da revelação Divina.
Este panteus tem por assento uma cubo e por estrado uma esfera, ou uma esfera e um escabelo triangular.
Baphomet e os seus elementos:
Fogo - Archote
Terra - Touro, bode, burro, esfera.
Ar - Asas, penas.
Água - Escamas.
Éter - Arco-Íris.
Benção com a mão:
ICHTUS - Jesus Cristo Filho de Deus Salvador.
Explicação da Simbologia:
ARCHOTE
Entre os antigos, os archotes ou tochas, eram acessórios obrigatórios em todas as cerimónias religiosas e, particularmente, na celebração de rituais fúnebres ou de casamento. Eram, também, usados pelos mistes nas cerimónias dos Mistérios de Elêusis.
É um símbolo próximo do da ave, da luz, e do arco-íris. É só com a ajuda de flechas a arder que Hércules acaba com a Hidra de Lerna, queimando-lhe a carne com tochas para impedir que as cabeças se reproduzam. O archote é, pois, a partir destes dois exemplos, um elemento de purificação, pelo fogo, e de iluminação. É a luz que ilumina a travessia dos Infernos e os caminhos da iniciação.
ASAS
Símbolo que representa a fuga do tempo, cujo movimento é inevitável e não pode ser controlado. Adverte o homem que deve preparar-se para a eventualidade da morte e que deve pensar no resultado da transição desta vi-da para a outra.
BODE
O bode simboliza a força genésica e vital, a libido e a fecundidade. Era o deus Pan ou princípio fecundante da natureza, isto é, o FOGO INATO, princípio de vida e de geração; quando os sacerdotes queriam representar a fecundidade da Primavera e abundância da qual ela é fonte, pintavam uma criança sentada sobre um bode e voltada para Mercúrio. Esta pintura indica a analogia do Sol (hermético) com Mercúrio e a fecundidade da qual a matéria dos filósofos é o princípio em todos os seres. É, esta matéria, princípio de vegetação, espírito universal e corporificado, que se torna óleo na oliveira, vinho na uva, resina nas árvores, seiva nas plantas, etc.. Se o Sol, pelo seu calor, é um princípio de vegetação, não o é senão excitando o fogo adormecido nas sementes, onde permanece entorpecido até ser despertado e reanimado por um agente externo.
É o que acontece nas operações alquímicas, onde o mercúrio filosófico trabalha pela sua acção, sobre a matéria fixa, onde se encontra, como numa prisão, este fogo inato. Desenvolve-o rompendo as suas peias e colocando-o em estado de agir, a fim de levar a obra à perfeição. Eis, pois, o menino sentado sobre o bode e o motivo que o leva a voltar-se para Mercúrio. Sendo Osíris esse fogo inato não difere o Pan de maneira que o bode era consagrado a um e a outro. Era, pela mesma razão um dos atributos de Baco.
O bode está ligado aos Templários por causa do Baphomet, que é um símbolo de iniciação.
Por outro lado, a figura do bode, alude à impureza animal, por oposição ao homem que pode ser purificado e ser susceptível de evolução.
BURRO
O burro selvagem, o onagro, simboliza os ascetas do deserto, os solitários. A razão disso está, sem dúvida, no facto de o osso de burro não ser atacado por qualquer água-forte. A queixada de burro tem reputação de ser extremamente dura. Sansão conseguiu matar mil inimigos servindo-se de uma queixada de burro.
É, ainda, um símbolo de paz, de pobreza, de humildade, de paciência e de coragem. É, geralmente, apresentado na Bíblia como um animal favorável, o próprio Jesus o escolheu, como montada, para a sua entrada em Jerusalém, no dia de Ramos.
CADUCEU
Vara com duas serpentes, enroscadas e com asas, na extremidade superior. Segundo a lenda era uma vareta de louro ou de oliveira que Apolo dera a Mercúrio. Este, tendo-a lançado, um dia, entre duas serpentes que se atacavam mutuamente, estas acalmaram-se e enroscaram-se em volta da vara.
O bastão é o símbolo do poder, as serpentes o símbolo da prudência e as asas, na extremidade superior, designam a actividade.
O caduceu parece ter sido o emblema hermético por excelência, a vareta mágica, ou varinha mágica, dos contos encantados da nossa infância.
A alquimia diz-nos que “O caduceu era composto por três partes: a haste de ouro, sobre a qual havia uma bola de ferro e duas serpentes que pareciam querer devorar-se”. Não indica, porém, o material de que eram compostas as serpentes. Parecem, no entanto, simbolizar as forças equilibrantes.
CÃO
Este animal tornou-se simbólico pelas qualidades que possui e pela sua utilidade, sendo considerado o mais inteligente de todos os animais. A sua beleza, a sua vivacidade, ligeireza e forma tornaram-no querido ao homem. Embora ele possa ser contado entre os animais temíveis, torna-se doméstico e pacífico, gosta de carinhos e deseja ser agradável. Em todas estas qualidades sobressai a fidelidade, que supera qualquer prova.
Os alquimistas ao seu Mercúrio os nomes de Cão de Corasceno ou Cão da Arménia.
O cão foi consagrado a Hecate, a Diana, a Marte e a Mercúrio. Entre os Romanos era o símbolo do afecto e da fidelidade, por isso, muitas vezes, os seus deuses lares eram representados com esta forma. Fizeram-no companheiro inseparável de Mercúrio, porque este deus era tido como o mais vigilante e astuto de todos os deuses. A sua carne era considerada como sendo das mais puras, por isso a ofereciam, aos deuses, em sacrifício.
CHIFRE
O chifre simboliza o poder e o domínio. Se o corno se prende, frequen-temente, a um simbolismo lunar e, portanto, feminino (corno do touro ou de vaca), pode tornar-se um vector simbólico solar e masculino (corno de carneiro ou de bode).
Quando Moisés desceu do Sinai, o seu rosto resplandecia, isto é, lança-va raios. O termo raios é traduzido no sentido próprio por Cornos, na Vulgata. Essa a razão porque os artistas, na Idade Média, representavam Moisés com cornos na testa.
Nos Salmos, o corno simboliza a força de Deus, que é a mais poderosa defesa daqueles que a invocam:
Salmo 18, 4
Nele me abrigo, meu rochedo,
Meu escudo e meu corno de salvação.
“Bíblia Sagrada, edição de 1697”
CRESCENTES LUNARES
É uma das formas mais características dos movimentos da Lua. Símbolo, simultaneamente, da mudança e do retorno das formas. Liga-se à Simbologia do princípio feminino, passivo, aquático.
Os teólogos muçulmanos dizem que o Crescente é, ao mesmo tempo, fechado e aberto, expansão e concentração. O contorno, precisamente no momento de se fechar sobre si, pára e deixa ver uma abertura. Da mesma forma, o homem não é prisioneiro da perfeição do plano divino … O signo do Crescente aparece, sobretudo, como um emblema da ressurreição. Parece fechar-se, estrangular-se, mas eis que uma fuga se abre sobre o espaço livre, sem limites. Assim, a morte parece fechar-se sobre o homem, mas este renasce nu-ma outra dimensão, infinita.
CUBO
Na antiguidade, o cubo, simbolizava a Verdade. Daí os altares dos sacrifícios serem de forma cúbica.
O cubo tem o mesmo significado do quadrado, simbolizando o mundo material e o conjunto dos quatros elementos. É símbolo da estabilidade, por isso se encontra, quase sempre, na base dos tronos.
No sentido místico, o cubo, foi considerado como o símbolo da sabedoria, da verdade e da perfeição moral, o perfeito equilíbrio. Ele é o modelo da Jerusalém futura, prometida pelo Apocalipse e que é igual nas suas três dimensões.
Combinado com a esfera, simboliza a totalidade terrestre e celeste, finita e infinita, criada e incriada, cá em baixo e lá em cima.
ESCAMAS
As escamas simbolizam a montanha, ou o suporte do mundo. Na arte românica, aparecem, muitas vezes, aos pés do Cristo na Ascensão; sob os pés dos anjos; no cimo das montanhas, simbolizando o limite da terra e o contacto com o céu, acabando por simbolizar o próprio céu.
Num outro sentido, que faz sobressair a coincidência dos opostos, designam, pelo contrário, o obstáculo que impede de ver o céu. É preciso que as escamas caiam dos olhos para que o homem compreenda.
ESFERA
É o símbolo da Regularidade e da Sabedoria. É, ainda, a representação da perfeição e da harmonia.
Nos mistérios Egípcios, as esferas e os globos eram símbolos de um Deus eterno e supremo.
No sentido místico, a esfera simboliza a extensão universal da sociedade, recordando-lhe que a caridade, que devem praticar, é o que de maior e universal há.
MÃOS
Como símbolo, a mão, possui um lugar de relevo, entre os místicos, por ser o principal lugar onde se compreende o sentido do tacto, indispensável ao ser humano.
Entre os Egípcios, a mão, era o símbolo da construção, porque todos os trabalhos dela procedem. Em vários Mistérios da antiguidade, principalmente a mão esquerda, era considerada como o símbolo da equidade.
A mão indicava a localização de um lugar sagrado. Na arte medieval, o Ser Supremo, era, sempre, representado por uma mão estendida que saía de uma nuvem, e, quase sempre, em atitude de benção. A forma de benção adoptada pela Igreja Romana, e que é dada com os dedos polegar e médio e indicador estendidos e com os outros dois dobrados para a palma da mão, tudo indica ter sido imitada dos símbolos dos sacerdotes da Frigia e de Elêusis, que a usavam nas suas procissões místicas. Nos mistérios de Mitra, acreditava-se que a mão, utilizada nesta posição, simbolizava a Luz imanada, não do Sol mas directamente do Criador, como manifestação especial.
PENTAGRAMA
É, para os pitagóricos, um símbolo de saúde.
A AMORC diz-nos que “… figuras semelhantes se usam no Norte da Índia sobre alguns objectos domésticos. O povo usa-o, principalmente, como amuleto protector contra picadas de escorpião e febres.”
O pentagrama é empregue, pela Ordem do Templo, para simbolizar o número cinco, os cinco elementos (Ar, Água, Terra, Fogo e Éter), assim como para simbolizar, alquimicamente, desordem ou queda, morte, corrupção e putrefacção.
Segundo Papus, o pentagrama é a representação mágica do homem, concebido como um microcosmos. A estrela de cinco pontas, além de ser um poderoso instrumento de acção mágica, indica, para quem sabe construí-la, as leis ocultas da polaridade.
O pentagrama é, no sentido evolutivo, com uma ponta para cima, o Símbolo da Vida. Quando voltado ao contrário, representa a vida em revolução e relembra a cabeça de um bode tomada como emblema diabólico, ou como que recordando o Baphomet.
De uma forma geral, o pentagrama, com uma única ponta para cima, é considerado como activo e benéfico; nele se inscreve o homem com a cabeça e os quatro membros tocando as suas extremidades. O pentagrama invertido, com duas pontas para cima, é considerado como passivo e maléfico. Certos ocultistas, com tendências satânicas, inscreveram nele a cabeça de um bode, como emblema dos instintos animais ou animalizados.
Para os magos brancos, o pentagrama, é o símbolo do Número de Ouro ou Áureo Número.
O pentagrama aplica-se, particularmente, ao homem. Indica a predominância da cabeça sobre os quatro membros, como o Éter predomina sobre os quatro elementos. Traçado com um único traço, o pentagrama teria, para os ocultistas, um poder mágico particular, afastando as forças negras.
O pentagrama representa, sempre, uma dualidade, ou seja, o cordeiro de São João ou o bode Mendes; iniciação ou profanação; Lúcifer ou Vésper; Maria ou Lilith; vitória ou morte, luz ou escuridão.
SEIOS DE MULHER
Os seios são um símbolo de protecção e de medida.
O seio está relacionado, obviamente, com o princípio feminino e, portanto, como medida no sentido de limitação e, isso por oposição ao princípio masculino, que é ilimitado, ou sem medida.
O seio é, sobretudo, um símbolo de maternidade, de suavidade, de segurança, de recursos. Ligado à fecundidade e ao leite, que é o primeiro alimento, está associado a imagens de intimidade, de oferenda, de dádiva, de refúgio.
Taça invertida, dele, como do céu, flui a Vida.
Mas, o seio é, também, receptáculo, como qualquer símbolo maternal, e promessa de regenerescência. O retorno ao seio marca, como toda a morte, o prelúdio de um novo renascimento.
SEMI-CÍRCULO ou ARCO-ÍRIS
Este símbolo é o caminho e mediação entre o céu e a terra. É a ponte da qual se servem os deuses e os heróis entre o outro mundo e o nosso. Esta função, quase universal, é atestada tanto entre os pigmeus, em África, como na Polinésia, Indonésia e entre todas as religiões da antiguidade Europeia.
O arco-íris é um exemplo de transferência dos atributos do deus uraniano para a divindade solar. O arco-íris, tido em tantos sítios como epifania uraniana, é associado ao Sol, tornando-se seu irmão.
Entre os Gregos, o arco-íris, é Íris a deusa mensageira dos deuses, representando, também, a linguagem divina.
As sete, e não cinco cores, do arco-íris, representam, ainda, para alguns povos, as qualidades divinas que o homem tem de desenvolver em si.
TOURO
O touro é considerado como um emblema do merecimento e símbolo do trabalho, da perseverança e do desprendimento. Outros simbolistas olham-no como representando a força e a obediência.
Ele é o Sal, matéria-prima receptiva, na qual se efectua a fecundação. Elaboração interior da qual é o símbolo e que representa que o “recipiendário (candidato ou iniciando), judiciosamente preparado, foi admitido nas provas”
CORES:
AZUL
É a cor da tolerância que deve caracterizar o desejo da excelsitude e condicionar a atitude do buscador. É a cor do elemento AR.
VERMELHO
É a cor do sacrifício e do ardor empregues na busca do conhecimento. É a cor do elemento FOGO.
PRETO
É a cor da tristeza que atormenta o Iniciado quando supõe que o seu desejo de excelsitude, o seu sacrifício e o seu ardor, têm sido em vão. É a cor do elemento TERRA.
BRANCO
Simboliza a paz e a serenidade do Iniciado que alcançou a plenitude da Iniciação, quando desenvolveu, em si, a espiritualidade pura, livre de todo o sentimentalismo.
VERDE
Simboliza a actividade, a franqueza, a esperança do Iniciado que não deve esmorecer apesar de todos os percalços do caminho. É a cor do elemento ÁGUA.
AMARELO DOURADO
É o Sol e indica grandeza de alma.
ROSA
Grandeza e descrição.
OURO e PRATA
As duas vias de transmutação alquímica.
SOLVE e COAGULA
É um apotegma alquímico que, neste caso, representa o processo que leva ao estado último de desenvolvimento do Iniciado. Dissolve e Coagula é uma técnica simples e linear que exige sinceridade e paciência no processo, qualidades necessárias ao buscador para a transformação ou transmutação espiritual.